Em tempos de confinamento social, é preciso aprender a delegar

A melhor receita para o enfrentamento da pandemia provocada pela Covid-19 é o isolamento social, especialmente das pessoas que se encontram em grupos de risco. No entanto, não são apenas os idosos institucionalizados que devem fazer o isolamento. Também os dirigentes e profissionais que atuam nos lares e se encaixam nos grupos de risco precisam se cuidar. Confira as boas práticas recomendadas pelo “Seu Marinho,” Presidente do Lar Recanto dos Amigos, situado no Bairro Lindeia em Belo Horizonte.


À frente da casa desde 2015, Sr. José Marinho de Oliveira, de 77 anos, fala do desafio de gerir a instituição em tempos de confinamento. Afastado das atividades diárias desde o início do decreto da quarentena na cidade, ele tem delegado funções à equipe do Lar pelo telefone, principal meio de contato durante esse período. As atividades da presidência ficaram a cargo da Coordenadora Dayane Marques, que tem se revezado entre o Lar e a residência do presidente, nos casos em que é necessária uma assinatura, por exemplo.


“A figura e a presença física do presidente são importantes para qualquer organização, no entanto, ter uma equipe competente que trabalha unida, em busca de um mesmo objetivo, é fundamental nos momentos em que essa pessoa precisa estar fora. Principalmente, em situações como a que vivemos hoje, de crise”, comenta Sr. José.


Cuidar de si mesmo para cuidar do outro


José Marinho destaca que não pode ser irresponsável consigo mesmo e com os outros. Reforça que o papel do dirigente que se encontra em confinamento é de se cuidar, seguindo com rigor as recomendações feitas pelas organizações de saúde. “Somos cuidadores de pessoas, muitas delas só tem a instituição com quem contar, temos que ter essa sensibilidade”, afirma.


O presidente fala com carinho sobre o relacionamento construído ao longo de cinco anos dentro do Lar. Para ele está sendo um momento difícil, já que nunca havia se ausentado por tanto tempo, mas que tem se adaptado bem à nova rotina. Na ausência de um abraço, o carinho com o outro vem em forma de autocuidado, e, embora distante fisicamente, segue a par de tudo o que acontece dentro da casa, na certeza de que tudo passa.


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