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Como tirar boas ideias do papel?

As organizações da sociedade civil e seus movimentos nascem, na sua grande maioria, a partir do desejo de mudança. Seja na luta por direitos, ou na reafirmação dos mesmos, as ações das organizações do Terceiro Setor precisam ser cada vez mais sustentáveis e duradouras, fortalecendo assim a efetividade do projeto a longo prazo. Mas, apenas boas ideias e o desejo de mudança não são garantias de sucesso. Para que as metas estabelecidas sejam alcançadas é necessário também que as organizações possuam um bom planejamento de suas ações e uma gestão estável para que suas ideias sejam aplicadas de forma clara. Buscando aprofundar neste e em outros assuntos de interesse do Terceiro Setor, o CeMAIS realizou entre os dias 27 de setembro a 1º de outubro, o 17º Encontro Nacional do Terceiro Setor (ENATS). O encontro contou com a participação de diversos profissionais atuantes nos três setores que, ao longo da semana, expuseram diferentes pontos de vista por meio de mesas de debates e painéis de discussão, disponibilizados na íntegra no canal da CeMAIS no Youtube por meio do link: https://www.youtube.com/c/CeMAISMG.


Destacamos 3 dicas de planejamento e gestão dadas durante o ENATS por Alexandre Amorim, cofundador da ASID Brasil, organização que atua em 20 estados na inclusão social da pessoa com deficiência, e cofundador e sócio da Ago Social, que realiza programas de formação para empreendedores e profissionais que visam impacto social.

Mensalmente, o projeto Rede Criança e Adolescente Fomentando OSCs publica conteúdos de formativos e informativos sobre gestão de organizações sociais. O projeto realizado pelo CeMAIS é financiado pelo Fundo Municipal dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes de Belo Horizonte e conta com destinação da Cemig e Vale.


Promova ações que gerem valor tanto para a instituição social, quanto para os parceiros envolvidos. Quando você presta um serviço que seja de necessidade das empresas que apoiam o projeto com recursos, e ao mesmo tempo uma necessidade social, você consegue gerar e agregar valor para os dois lados, tornando assim, instituição social e parceiros mais sustentáveis. Mesmo as empresas com todo o dinheiro do mundo possuem dores e necessidades que as organizações sociais, se bem estruturadas, podem ajudar a solucionar, liberando assim valor para todos que serão impactados por aquele projeto.


Defina os seus objetivos de impacto. Não importa o tamanho do passo que você deseja dar, mas sim que você o esteja medindo e acompanhando. É essencial para qualquer instituição ou organização saber aonde se deseja chegar com suas ações. Estabelecer metas e objetivos, como “Meta de Projetos”, “Meta de Faturamento”, “Meta de Sobra de Caixa” e “Meta de Número de Pessoas Impactadas”, permite a instituição transformar as suas ações em números, deixando mais claro os pontos positivos que devem ser explorados ou as deficiências que devem ser ajustadas. Aliado às metas, é interessante se traçar também uma trajetória de crescimento, na qual seja possível pensar em formas de se impactar cada vez mais pessoas.


Esteja pronto para ouvir opiniões diferentes e mudar. A sociedade se reorganiza e se adapta a novas realidades a todo momento, e com as organizações do Terceiro Setor não é diferente. Por mais brilhante que uma ideia ou um projeto possa ser, diferentes pessoas enxergam o mesmo projeto de diferentes maneiras. É de extrema importância então que as organizações e instituições estejam sempre preparadas para ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre o seu trabalho, e que essas opiniões sejam realmente incorporadas e aplicadas por quem as recebe, gerando assim um ambiente de evolução para todos. Além de escutar aqueles impactados pelo projeto, busque também a opinião de especialistas e esteja sempre pronto para pedir ajuda a pessoas que possuam competências que faltem na sua organização.


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