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Alianças intersetoriais: caminho para uma sólida proteção ao idoso

O encontro Conexão Boas Práticas 60+ realizado em 29 de julho trouxe como tema: "Governo, empresas e organizações sociais: como acontecem as articulações para a política pública para a pessoa idosa".


Para endossar a discussão, participaram do debate José Araújo, membro da Frente Nacional de Fortalecimento dos Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa; Rodrigo Costa, da Sedese/MG e Luís Mercês, do Itaú Viver Mais. A mediação foi da diretora-presidente do CeMAIS, Marcela Giovanna.


A supremacia do diálogo

No período anterior a uma eleição, havia dois bairros separados por um riacho. Um candidato prometeu uma ponte que os conectasse. O dono da promessa foi eleito. Contudo, o riacho secou e essa já não era mais a necessidade latente. Diante disso, os membros da comunidade alertaram seu representante. Esse exemplo foi usado por José Araújo para ilustrar a importância de se ouvir múltiplas vozes na hora determinar a finalidade do dinheiro público.


José Araújo alertou que existe o momento propício para falar: quando ocorre a elaboração do orçamento, ou seja, quando são estabelecidas a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Lei Orçamentária Anual (LOA) e o Plano Plurianual, (PPA). A escolha desse momento não é meramente estratégica. Araújo lembrou que a participação da sociedade e dos órgãos de controle é um direito constitucional.


Marcela Giovanna reiterou: "A gente precisa falar mais sobre os nossos resultados, quais são esses projetos que realizamos. A transparência e o diálogo são o melhor caminho.”

Importância da articulação na promoção de política pública

O debate buscou compreender como a conexão entre Conselhos e Fundos de Direitos, empresas e organizações sociais pode contribuir para a execução das políticas públicas de atendimento à pessoa idosa. A ideia é construir uma cadeia de produção sólida, a fim de garantir que a proteção ao idoso seja cada vez mais eficaz.


Tendo em vista o crescimento iminente da população idosa, Rodrigo Costa, da Sedese/MG, falou sobre a importância da cooperação entre órgãos no desenvolvimento. Segundo ele, com essa cooperação, os projetos vão poder ser mais alinhados com as reais demandas, evitando, assim, que haja um ponto mais bem amparado e outro completamente defasado.

Ainda segundo Costa, hoje o estado tem 176 conselhos ativos e o objetivo do Governo de Minas é chegar a 70% de Conselhos Representativos.


A contribuição da iniciativa privada

O representante do Instituto Itaú Viver Mais, Luis Merces, informou os principais núcleos os de atuação da iniciativa, sendo eles:

  • Fortalecimento da rede de proteção e sistema de garantia do direito da pessoa idosa;

  • Empreendedorismo e geração de renda;

  • Educação financeira;

  • Tecnologia e inclusão digital;

  • Pesquisas, estudos e avaliação das políticas públicas.

Um dos aspectos abordados foi a importância do planejamento estratégico por parte dos conselhos. Mercês enfatizou que hoje existem diversas iniciativas buscando investimentos. Portanto, é necessário se ter uma proposta bem consolidada. É fundamental que as instituições tragam projetos com início, meio e fim. Além disso, segundo ele, é de suma importância estar atento à prestação de contas, para que o cidadão esteja ciente da finalidade das contribuições.


Uma caminhada conjunta


Marcela finalizou o Encontro com uma mensagem inspiradora, que nos deixa com o sentimento de esperança ao unirmos forças: "Quero que a gente se fortaleça. Não é complicado captar recursos, se sociedade civil organizada, governo e empresa estiverem juntos. Esse caminho é o caminho da sustentabilidade. É o caminho do resultado pra pessoa idosa, então ele não pode ser complicado, ele tem que ser efetivo e trazer resultados. Vamos juntos”.


Gostou do tema? Assista à gravação do Encontro no YouTube do CeMAIS




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